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Blog: Tragédia no Rio Grande do Sul: o poder da solidariedade e do voluntariado.

A maior tragédia ambiental e humanitária do estado do Rio Grande do Sul – com mais de 400 municípios afetados – tem protagonizado noticiários, conversas e publicações em redes sociais. Em meio ao caos e a angústia de acompanhar histórias de pessoas que perderam tudo, observamos também que a solidariedade emerge.

Com inúmeras pessoas atuando para servir e contribuindo para amenizar danos e o sofrimento, também é destacado o poder do voluntariado.

A força do coletivo é escancarada com a mobilização de tantas pessoas motivadas pelo desejo de fazer o bem. Desde a arrecadação de itens necessários, em todas as partes do país, para a doação à comunidade, até o resgate dos isolados pela enchente, observamos a atuação de voluntários sendo uma contribuição significativa para amenizar os danos e sofrimento causados pelas enchentes.

A mobilização acontece de duas formas: com pessoas que exercem o voluntariado individualmente, se organizando por conta própria para reunir doações ou mesmo atuar in loco; e iniciativas coletivas, como o voluntariado corporativo. São diferentes formas de esforço que têm resultado em mais acolhimento e suporte para os atingidos superarem o momento.

O Instituto Algar entrou no movimento e buscou fazer ações em prol do Rio Grande do Sul, apoiando pessoas conhecidas da região, seus familiares e outros habitantes do entorno. Em algumas horas mobilizamos nossa rede de voluntariado e organizamos 18 pontos de coleta de arrecadações em sete cidades e lançamos uma campanha de arrecadação em dinheiro, em que toda a doação teria o seu valor dobrado por nós.

Diante desse cenário, observamos o quanto o voluntário corporativo é uma contribuição eficiente e relevante. Com um programa de voluntariado já estruturado e perene – com mais de 20 anos de história e mais de 3000 associados voluntários (colaboradores) do grupo Algar participantes do programa – conseguimos mobilizar milhares de pessoas e alcançar importantes resultados com agilidade, como requer este tipo de situação de emergência.

Foram mais de R$ 76 mil arrecadados, valor que foi dobrado para R$ 152 mil, além de mais de 34 mil peças de vestuário, mais de 4 mil quilos de alimentos, e cerca de 12 mil litros de água que foram direcionados para a região sul.

O primeiro carregamento de doações foi enviado poucos dias após o início da arrecadação, com 30 toneladas de doação, e o responsável por receber e direcionar os itens na região, Gustavo Toni – que é associado Algar em Porto Alegre – compartilha que o sentimento pela onda de solidariedade presenciada é a gratidão.

“Agradeço imensamente a todos que contribuíram. A solidariedade e o apoio têm sido fundamentais nesse momento difícil. Seja por meio de mantimentos, roupas ou outros itens essenciais, cada gesto faz a diferença. Todas as ações são verdadeiros atos de amor e compaixão”, conta Gustavo.

Leia também: Como desenvolver um programa de voluntariado de sucesso

Além da rapidez para a mobilização, a estruturação do voluntariado corporativo ainda representou uma força para articulações em busca de parcerias e recursos para reforçar o apoio ao Rio Grande do Sul. Um exemplo de articulação eficiente foi a busca por um parceiro para a logística na entrega das doações.

O Instituto Algar rapidamente organizou e fez a divulgação dos pontos de arrecadação e da possibilidade de doação em dinheiro. Toda a comunidade foi mobilizada e um alto volume de arrecadações foram mobilizadas.

Com isso, várias necessidades foram surgindo para concretizar a destinação dos itens, e voluntários atuaram para contabilizar, organizar os itens doados e encontrar uma forma de transportar as arrecadações até o sul do país. Um dos associados responsável por essa tarefa, Phillipe Ferreira Amaral, reforça que por fazer parte de um movimento que contava com a chancela de uma marca, como a Algar, conquistar apoiadores e doações foi mais fácil devido a confiabilidade transmitida na campanha.

“Contar com a gestão do Instituto e a marca do grupo Algar foram importantes para passar segurança para a comunidade. Muitas pessoas tinham o interesse de doar, ajudar, mas buscavam instituições que confiam para direcionar suas doações.

Além disso, muitos também não sabiam como fazer, onde entregar, o que ofertar, e com a nossa comunicação assertiva, as pessoas souberam como apoiar. Outro ponto favorável é a organização do programa, pois temos metas, o processo e os objetivos são claros. Sabíamos quanto arrecadar, quando enviar, como o processo seria feito e isso ajudou para ir ao mercado buscar parceiros e meios para fazer o transporte”, conta.

Essa organização destacada pelo voluntário Philipe é alcançada, principalmente, pela estrutura organizacional e de governança, mantida em nosso programa de voluntariado. Contamos com lideranças que dão o suporte e direcionam os voluntários nas ações promovidas.

Os voluntários se dividem em comitês, que contam com líderes e colíderes, que se dedicam a planejar e executar ações com excelência e diversidade, apoiados pela gestão do Instituto Algar.

Um dos líderes do comitê da Algar Telecom de Uberlândia (MG), envolvidos na ação em prol do Rio Grande do Sul, Fernando Costa, ainda detalha mais sobre a atuação da liderança na ação, ressaltando sobre um outro aspecto muito importante em que a atuação dos líderes faz a diferença: o engajamento dos voluntários nas atividades.

“Reunir todas as doações recebidas nos diversos pontos de arrecadação em um único local foi nosso primeiro desafio, mas nossos voluntários ajudaram bastante para superá-lo. Geralmente, enviávamos mensagens em nosso grupo de comunicação interna avisando que precisávamos fazer este movimento e eles se colocavam à disposição para contribuir com o que fosse necessário.

Além disso, conseguimos organizar com os voluntários um grande mutirão em um sábado para nos dedicarmos na organização das primeiras doações a serem levadas para o Sul. Movimentar o comitê foi muito importante para conseguirmos apoiar essa causa. No fim, alcançamos em torno de 120 voluntários envolvidos na organização e demais processos da campanha”, contou Fernando.

Leia também: O desafio do “S” na cultura ESG

Assim como em todo país, no Instituto Algar também há muitas mãos empenhadas em apoiar o Rio Grande do Sul. Apesar de toda a dor e sofrimento dos atingidos, foi uma oportunidade de pessoas de todas as regiões do Brasil e do mundo colocarem em prática a ajuda ao outro.

Além disso, a mobilização realizada nos mostrou a força do voluntariado e reforçou como o exemplo arrasta. Com o início de nossas ações, novas pessoas foram aparecendo para ajudar, com doações e ofertas de outras formas de contribuição.

Inclusive, nesse movimento, demonstrando que o desejo de apoiar o sul do país foi unânime, ainda contamos com um valioso parceiro que fortaleceu nossa mobilização e reforçou a ideia que conhecemos bem: a união faz a força.

Nossos voluntários e os da Fraternidade Sem Fronteiras, conhecida organização que visa oferecer apoio social, se uniram nas tarefas e o Polo Uberlândia do projeto Fraternidade na Rua também se tornou um ponto de arrecadação de itens para a doação em nossa campanha. A voluntária e coordenadora do projeto no polo da cidade, Giovanna Cunha Mello Gadia, destaca como a organização também aposta na atuação coletiva e como a parceria aconteceu.

“Acreditamos demais que é pensando coletivamente, e, ao mesmo tempo, com cada um fazendo um pouquinho, que conseguimos ir concretizando as grandes mudanças. No caso do apoio às famílias do Rio Grande do Sul, foi muito comovente perceber a força da união vendo tantas pessoas doando, se movimentando, ajudando e fortalecendo uma rede linda de solidariedade.

A parceria com o Instituto Algar aconteceu desta forma: voluntários dos dois trabalhos fazendo um pouco, organizando doações, acionando suas redes e potencializando a mensagem de que é importante e necessário amenizar a dor do outro. O trabalho do Instituto Algar é uma inspiração e com certeza traz credibilidade e força para que melhores resultados aconteçam”, destacou Giovanna.

É impressionante como as pessoas se sensibilizaram e como o brasileiro é solidário. Sabemos que os estragos são muitos, as chuvas continuam e tornam o recomeço ainda mais desafiador, mas apesar do medo, incertezas e preocupações diante desse momento, desejamos que as ações e a solidariedade despertada em cada canto do país sirvam de acalento e esperança para a comunidade gaúcha, dando força para a reconstrução das vidas e rotinas dessas pessoas.

Agora que você chegou até aqui, que tal dar o play no AlgarCast #Ep39 sobre Os 20 anos do nosso Programa de Voluntariado? Clique e confira.

Por Carolina Toffoli.

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