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Startup cria árvore artificial que filtra poluição

O projeto substitui o trabalho de 275 árvores comuns e também levanta polêmica sobre onde investir recursos.

30 de agosto de 2017 / Por: Redação

Um dos grandes problemas ambientais mundiais é a poluição. Para reverter isso, todos vêm se mobilizando. Um exemplo é a China, que está construindo prédios que filtram a poluição atmosférica para melhorar a qualidade do ar que a população respira.

Ok, essa é uma bela ajuda. Mas a solução mais prática para esse impasse é cultivar o verde – o que, sabemos, é muito difícil em um ambiente urbano onde o espaço é cada vez mais raro.

Foi pensando nisso que surgiu mais uma alternativa. A startup alemã, Green City Solutions, criou uma “árvore tecnológica” capaz de filtrar a poluição equivalente a que 275 árvores convencionais filtrariam.


PAREDE DE MUSGO

Chamada CityTre, a instalação é uma parede de musgo – planta acostumada a viver sem terra e que funciona como um filtro do ar. O projeto é capaz de absorver 250 gramas de partículas por dia e armazena 240 toneladas métricas de CO2 por ano, dizem seus criadores.

“O musgo consegue armazenar todas as partículas da poluição e usá-las como nutrientes”, afirma Liang Wu, cofundador da Green City Solutions, empresa que criou a CityTree.

A árvore possui sensores que controlam a umidade do solo, a temperatura do ar, a qualidade da água e ainda conseguem medir e avaliar a eficiência do ar. São apenas 06 horas de instalação e uma manutenção é fácil.

Desenvolvido na Alemanha, hoje o projeto está em 25 cidades do mundo, como Oslo, Hong Kong, Glasgow e Bruxelas, além de várias cidades alemãs.


ONDE INVESTIR NOSSOS RECURSOS?

O investimento para plantar e manter uma árvore tradicional é cerca de R$ 3 mil por década. Fazer o mesmo com uma CityTree, custa cerca de R$ 90 mil.

O projeto é genial e com certeza tem muito a contribuir com o meio ambiente, mas o grande questionamento é se não seria melhor investir esses esforços – e dinheiro – em projetos que combatam diretamente a origem da contaminação e não suas consequências.

Fonte: The Greenest Post