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Empresa irá unir cérebros humanos a computadores

Causando discussões em torno do avanço tecnológico, Elon Musk vem como o comandante desse projeto na sua nova empresa, a Neuralink.

25 de outubro de 2017 / Por: Redação

Elon Musk sempre foi sinônimo de polêmica (e inovação). O empresário que trabalha com carros que dirigem sozinhos e foguetes que pousam verticalmente não está satisfeito e tem uma novidade pra gente: ele está empenhado em um projeto que irá ligar cérebros humanos a computadores.

Sim! Depois da Tesla, da Space X e da Solar City, o visionário do Vale do Silício agora também é CEO de uma empresa chamada Neuralink. A companhia se concentrará na tecnologia de "laço neural", que nada mais é que em implantar no cérebro minúsculos eletrodos capazes de transmitir ou "importar" pensamentos para um computador ou dispositivo eletrônico.

A meta de Musk é que em 04 anos a Neuralink já lance seu primeiro produto no mercado. Mas, é claro, começando aos poucos.

A ideia é que até 2020 a empresa já comercialize um aparelho terapêutico que trata e/ou ameniza lesões cerebrais - como paralisias, perdas de memória ou AVCs. Posteriormente, Musk vem com projetos mais audaciosos, como o de ligar os cérebros de duas pessoas para que elas consigam se comunicar diretamente, sem utilizar qualquer interação oral, escrita ou gestual.

"O nosso output regrediu. Antes, na sua forma mais frequente, o output da nossa comunicação traduzia-se num teclado que operávamos com 10 dedos. Agora isso foi reduzido para dois polegares [smartphones]. A comunicação é demasiada lenta. Nós devíamos ser capazes de melhorar isso em muitas unidades de medida através de uma interface neural", explica o CEO da Neuralink, que vê esse projeto realizado em 8 ou 10 anos.

Já existem empresas trabalhando nessa tecnologia e muitas estão obtendo grandes avanços, como a Kernel. Agora, com Elon Musk ao leme desse barco, sabemos que essa realidade se aproxima cada vez mais.

Mas, e então, você ficaria confortável com um dispositivo implantado no seu cérebro? Essa é mais uma questão que traz diversas opiniões. Só não podemos fechar os olhos para o futuro.

Fonte: TecMundo I SapoTek