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As contribuições das tecnologias cognitivas para a aprendizagem

Conheça as aplicações que já foram desenvolvidas e como elas estão inseridas na rotina dos educadores.

03 de outubro de 2017 / Por: Redação

A tecnologia já contribuiu muito com a educação, mas ainda há um campo imenso a ser explorado nesse sentido. Um exemplo de possibilidades que prometem mudar o aprendizado para melhor são as plataformas de computação cognitiva, que disponibilizam a professores e escolas ferramentas que permitem otimizar o desenvolvimento dos alunos, entendendo suas necessidades e potenciais.

Mas primeiro, vamos entender o que são essas plataformas de computação cognitiva. Elas se diferenciam da computação tradicional por usarem algoritmos avançados de machine learning (ou aprendizado de máquina) que entendem a linguagem humana, como textos e imagens. Um exemplo é o Watson, da IBM.

Essas plataformas podem receber diversas informações sobre os estudantes, como histórico de notas e observações de professores. Esse material é processado e gera uma inteligência com insights que ajudam os educadores a desenvolverem melhor seu trabalho e entender o potencial dos seus alunos. Isso permite uma educação individualizada, com materiais e ações pontuais.


ALGUMAS APLICAÇÕES JÁ DESENVOLVIDAS

Enlight
Desenvolvida pela IBM, com a inteligência do Watson, a aplicação é destinada a educadores e se baseia em três princípios: oferece de ferramentas para que os professores visualizem performances individuais de seus alunos por meio da análise de dados, direciona os educadores para que possam apoiar cada estudante da melhor maneira e fornece conteúdos específicos relacionados às necessidades de cada aluno.

Elements for Educators
Também desenvolvido com a tecnologia do Watson, o aplicativo oferece aos professores uma visão geral sobre cada aluno, que é exibida em uma interface desenvolvida especialmente para a experiência mobile. Os usuários acompanham o desempenho individual dos estudantes e registram informações sobre seus interesses e características pessoais. O resultado é que os educadores são capazes de orientar os alunos com a ajuda de uma plataforma inovadora de computação.

“O estudante é mais do que um número ou uma nota”, diz Samira Khan, professora da escola Coppell Independent School District, do estado americano do Texas, e a primeira a testar o Elements em sala de aula.

“Como educadora, gosto do fato de poder adicionar informações sobre os interesses da criança, seu estilo de aprendizado e outros dados que vão ajudar todos os educadores”, afirma Samira. “Esse app vai se tornar um elemento-chave para garantir que todo aluno seja bem-sucedido.”

O INSTITUTO ALGAR ESTÁ FALANDO SOBRE ISSO

O Instituto Algar é responsável por iniciativas sociais nas comunidades em que o grupo Algar atua. No último mês, ele levou ao Encontro Literário do Cerrado (Elicer), em Uberlândia/MG, um workshop interativo sobre aprendizagem com tecnologias cognitivas. Destinado a educadores, alunos e outros interessados na temática, o evento promoveu um momento de reflexão sobre os rumos da educação diante da realidade tecnológica em que se vive atualmente.

A iniciativa contou com a participação de dois especialistas: Elise Mendes, professora na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e Marlos Joaquim Oliveira, vice-diretor da Escola Estadual Delcides Ferreira de Morais. Haverá, ainda, apresentação de estudos de caso.

Esse workshop também vai de encontro ao programa Mídias na Escola, realizado também pelo Instituto Algar. Clique e conheça mais!

Fonte: Super Interessante I Não perde não